Ficou confuso com o final de A Grande Inundação? Explicamos o loop temporal, a verdade sobre o Darwin Center e se An-na é humana ou clone. Confira agora!
A Netflix acaba de liberar seu mais novo fenômeno sul-coreano, A Grande Inundação, e se você terminou o filme com a cabeça explodindo, saiba que não está sozinho. O thriller, dirigido por Kim Byung-woo, chegou com o pé na porta, superando títulos de peso e se tornando a produção mais assistida da plataforma neste final de ano. Mas o que começa como um filme de desastre tradicional logo mergulha em uma trama de ficção científica complexa que exige atenção aos detalhes.

O que é real e o que é simulação? A premissa é assustadora: um asteroide atinge a Antártida, derretendo as geleiras e provocando uma inundação catastrófica em escala global. Em Seul, a pesquisadora Gu An-na (Kim Da-mi) luta para salvar seu filho, Ja-in, em um prédio de 30 andares. No entanto, a grande reviravolta revela que a maior parte do que assistimos é uma simulação criada pelo Darwin Center.

O objetivo dessa organização espacial era testar o “Motor de Emoções”, um equipamento capaz de inserir sentimentos humanos em clones destinados a repovoar o planeta. O loop temporal em que An-na se encontra foi criado para validar se uma versão sintética dela seria capaz de salvar Ja-in — que também é uma criança artificial, em situações de estresse extremo.

An-na é humana ou clone no final? Essa é a dúvida que move as discussões nas redes sociais. O longa planta pistas contraditórias: An-na passou 60 anos dentro da simulação e não envelheceu um dia sequer, o que indica que ela é, provavelmente, uma humana sintética. Além disso, há menções de que a nave da An-na original foi atingida por detritos no espaço.

No desfecho, ela “quebra” o experimento ao mergulhar na água para salvar o filho, agindo por puro instinto emocional. A cena final mostra os dois juntos em um foguete, retornando para uma Terra que, embora inundada, já apresenta pequenos pontos de terra firme, sugerindo que a humanidade pode ter uma chance.
Vale a pena assistir? A recepção de A Grande Inundação é mista, com 50% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e uma nota 5,4 no IMDb. Enquanto o aspecto técnico e a atuação de Kim Da-mi e Park Hae-soo (astro de Round 6) são elogiados, parte do público criticou a transição apressada entre o gênero de desastre e a ficção científica.
Se você busca uma obra que foge do óbvio e levanta discussões filosóficas sobre a natureza humana, o play é obrigatório. Só prepare-se para assistir mais de uma vez para captar todas as camadas desse quebra-cabeça molhado.
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