Além da melindrosa em um filme de terror slasher, a primeira versão do Pluto e clássicos de Agatha Christie ficam livres de direitos autorais em breve.
O mundo da cultura pop está prestes a virar de cabeça para baixo, como já é comum, com uma pitada de horror. A partir de 1º de janeiro de 2026, a icônica Betty Boop deixará de ser exclusividade de seus detentores originais para entrar oficialmente em domínio público nos Estados Unidos. E se você acha que ela continuará apenas cantando jazz, prepare o estômago: a personagem já está confirmada como a vilã de um filme de terror slasher, seguindo os passos sangrentos do Ursinho Pooh.

Essa mudança ocorre porque as obras protegidas por direitos autorais de 1930 atingem o prazo legal de expiração. Na prática, isso significa que qualquer artista ou estúdio poderá copiar, compartilhar e criar novos conteúdos baseados na primeira versão da melindrosa sem precisar pagar royalties ou pedir permissão.
Do Pluto ao Mickey: A invasão da Disney no domínio público
Betty Boop não está sozinha nessa transição. O mundo da animação verá outros gigantes perdendo a exclusividade de suas versões originais. A primeira versão do Pluto (que em 1930 ainda atendia pelo nome de Rover) também entra na lista, junto com a garota Blondie e seu namorado Dagwood.
Para os fãs da Disney, o ano de 2026 será movimentado: mais nove desenhos do Mickey Mouse e dez curtas da série “Silly Symphonies” também serão liberados para o uso do público. Vale lembrar que essa “liberdade” se aplica especificamente às versões das obras lançadas naquele ano, permitindo novas interpretações de figuras que moldaram a infância de gerações.

Literatura, Cinema e Música: O tesouro de 1930
A “porteira” do domínio público em 2026 vai muito além dos cartoons. Na literatura, grandes mistérios e dramas estarão livres para adaptações, incluindo:
• Agatha Christie: “Assassinato na Casa do Pastor”.
• Dashiell Hammett: “O Falcão Maltês”.
• Nancy Drew: Os quatro primeiros romances da jovem detetive.
• William Faulkner: “Enquanto Agonizo”.
No cinema, clássicos imortais como “Nada de Novo no Front” (vencedor do Oscar de Melhor Filme) e “O Anjo Azul”, estrelado por Marlene Dietrich, também perdem a proteção de direitos. Até a música entra na roda, com gravações sonoras de 1925 e composições de 1930, como as obras dos irmãos Gershwin e a versão original de “Georgia on My Mind”.
O domínio público funciona como uma grande biblioteca pública onde as portas finalmente se abrem: após décadas trancadas sob chaves contratuais, essas histórias agora pertencem ao mundo, permitindo que novos autores peguem as sementes do passado para plantar algo completamente inesperado no futuro.




