Um talento nacional acaba de atingir o topo de uma das premiações mais prestigiadas do planeta, confirmando um domínio absoluto e histórico.
O cenário global dos quadrinhos acaba de testemunhar um feito sem precedentes que coloca a produção brasileira em um patamar de elite. O prestigiado comitê organizador em Tóquio revelou os vencedores da 19ª edição do Japan International Manga Award, e os números confirmam: o mundo está de olho no que produzimos aqui. O concurso deste ano não foi apenas mais uma edição; ele quebrou recordes históricos com 738 inscrições vindas de 110 países, superando com folga a marca do ano anterior.
Essa ascensão não acontece por acaso. O Brasil vem construindo uma reputação sólida na premiação, acumulando honrarias nos últimos anos com obras como “Ye”, de Guilherme Petreca, que garantiu a prata em 2019, além de diversos bronzes conquistados por títulos como “Romaria”, “Fujie and Mikito” e “Amarelo Seletivo”. No entanto, o que aconteceu agora consolida uma hegemonia raramente vista na competição: é a segunda vez consecutiva que o país ocupa o lugar mais alto do pódio, repetindo o feito de Hiro Kawahara, que venceu em 2024 com “A Sereia da Floresta”.
O projeto vencedor, que já é um fenômeno digital com mais de 10 milhões de visualizações e 220 mil seguidores na plataforma Webtoon, nasceu de forma despretensiosa. Durante o isolamento da pandemia, a obra serviu como um refúgio emocional para sua criadora, transformando momentos difíceis em um processo de cura através da arte. Mesmo sendo um trabalho solitário e independente, sem o suporte de grandes editoras ou equipes de arte, a narrativa sincera sobre uma pomba em cativeiro e sua jornada de confiança com um corvo cativou leitores ao redor do globo.
A grande revelação que paralisou a comunidade de HQ no dia 24 de dezembro é que a brasileira Laica Chrose conquistou a medalha de ouro com o webmanga “Winged”. Radicada em Melbourne e já conhecida por roteirizar “More Than Words”, a autora superou competidores de potências como China e Indonésia para levar o nome do Brasil ao topo da 19ª edição do Japan International Manga Award. Com personagens antropomórficos e uma trama profunda de sobrevivência, “Winged” deixa de ser apenas um refúgio pessoal para se tornar oficialmente um dos melhores quadrinhos do mundo.

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