19 de abril, Dia dos Povos Indígenas: mergulhe em narrativas que quebram estereótipos e celebram raízes ancestrais
Existe muita representação dos povos originários nos quadrinhos — do divertido Papa‑Capim da Turma da Mônica ao estereótipo do indígena bombado com pintura kayapó. Hoje, porém, a visão sobre essas culturas se descoloniza cada vez mais, especialmente quando as próprias comunidades produzem suas histórias em quadrinhos. Selecionamos cinco obras que oferecem uma abordagem ampla e respeitosa das origens do nosso país.
Encantarias – A Lenda da Noite (Estúdio Casa Velha)

Baseada na lenda indígena da origem da noite, esta HQ narra a jornada de Piatã, Kuandu e Ubirajara. Quando o dia era eterno, Tupã envia os três guerreiros em busca de um artefato mágico capaz de trazer a escuridão ao mundo. Pelo caminho, eles enfrentam desafios e encontram seres mitológicos como Boiúna, Iara e Curupira. A arte rica e as cores vibrantes conectam tradição e fantasia de forma envolvente.
Ajuricaba (Black Eye Estúdio)

Essa obra reconta a resistência indígena liderada por Ajuricaba, guerreiro manaó que uniu mais de 30 povos contra a expansão da Coroa Portuguesa na Amazônia. Entre massacres e doenças, Ajuricaba demonstra coragem e estratégia ao proteger sua terra por cinco anos. A narrativa pula entre ação e reflexões históricas, resgatando uma figura heroica pouco conhecida.
As Aventuras de Kaianaku (Amazônia em Pé)

Com foco em mudanças climáticas, racismo ambiental e justiça climática, esta HQ explicita como as ações humanas afetam as florestas e as comunidades tradicionais. Kaianaku se torna um guia para discutir temas urgentes e mostrar a sabedoria ancestral como elemento-chave na luta por preservação e equidade.
Séno Mókere Káxe Koixómuneti – Sol: a pajé surda

Sol conta a história de Káxe, uma anciã surda que exerce o papel de pajé (Koixómuneti) entre os terena. Quando chamam‑na para abençoar um parto, ela recebe, em linguagem de sinais, a visão do futuro de seu povo. Inspirada na trajetória real dos terena, a HQ retrata sua cultura nas Antilhas e os impactos do contato com colonizadores europeus.
Sete Cores da Amazônia (Black Eye Estúdio)


Sarah vive na periferia de Manaus, entre palafitas e rotina difícil. Ao conhecer Ceucy, sua avó, ela embarca numa jornada para descobrir suas raízes indígenas. A narrativa explora identidade, pertencimento e os laços entre gerações — tema que ganhou adaptação cinematográfica dirigida por Ana Lígia Pimentel.
Essas são apenas algumas das muitas HQs que resgatam e celebram as histórias dos povos originários com respeito e profundidade. E você, conhece outras obras que merecem destaque? Conta pra gente nos comentários! Queremos descobrir novas leituras através das suas sugestões.
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