Toei Animation vai além do remaster e promete reconstrução completa com áudio regravado e novas cenas para o arco inicial da franquia.
O anúncio de Dragon Ball Super: Beerus para o outono de 2026 marca um momento de amadurecimento técnico para a Toei Animation. Durante o evento Dragon Ball Genkidamatsuri, ficou claro que a produtora não busca apenas uma atualização superficial, mas uma redefinição estética para alinhar o início da saga “Super” aos padrões de excelência da animação japonesa contemporânea. Esta iniciativa celebra os 40 anos da obra de Akira Toriyama com a promessa de entregar a versão definitiva de uma das batalhas mais icônicas da era moderna.
Uma reconstrução do zero
Diferente de projetos anteriores, a produção enfatizou que este não é um simples remaster. As melhorias técnicas para 2026 baseiam-se em quatro pilares fundamentais:
- Re-renderização total: Todas as imagens da série original passarão por um processo de nova renderização, utilizando as mais recentes técnicas de expressão visual para garantir maior impacto e imersão.
- Novos conteúdos: O projeto inclui extensas cenas inéditas e a revisão completa de sequências já existentes, buscando uma fluidez narrativa superior.
- Excelência sonora: Todo o áudio está sendo regravado, incluindo a trilha sonora e efeitos sonoros adicionais. O veterano Kōichi Yamadera já confirmou seu retorno para dar voz ao Deus da Destruição.
- Fidelidade criativa: A meta é expressar com precisão as ideias originais e a construção de mundo de Akira Toriyama, corrigindo possíveis distorções da versão de 2015.
O fim do “traço instável”

Para os fãs, essas melhorias representam a correção de uma ferida histórica. A estreia original de Dragon Ball Super em 2015 foi marcada por críticas severas à qualidade da animação em episódios chave. Ao promover uma reestruturação narrativa completa aliada a uma qualidade visual de ponta, a Toei Animation sinaliza que reconhece a importância de manter a integridade visual de sua maior propriedade intelectual para as novas gerações.


Impacto nas sequências de combate
O grande destaque técnico prometido recai sobre as sequências de combate. O uso de novas tecnologias de renderização visa proporcionar uma experiência cinematográfica na televisão, elevando o embate cósmico entre Goku Super Saiyajin Deus e Beerus a um patamar de espetáculo visual que a tecnologia da década passada não permitia alcançar plenamente.
A decisão de reconstruir a saga de Beerus em vez de apenas remasterizá-la é um movimento estratégico de preservação de legado. Em um mercado saturado por animações de altíssimo nível, Dragon Ball precisa mostrar que ainda é o padrão ouro do gênero shonen.
Essa “reconstrução narrativa” mencionada pelas fontes sugere que a Toei está atenta ao ritmo da história, possivelmente eliminando excessos e focando no que realmente torna o universo de Toriyama fascinante: a escala divina e a urgência do combate. É uma vitória para a fidelidade artística.
Enquanto a reconstrução de Beerus prepara o terreno para 2026, os fãs já olham para o horizonte com o anúncio de Dragon Ball Super: The Galactic Patrol. Esta nova série adaptará o arco de Moro, conectando a qualidade técnica renovada da “nova versão” com conteúdos inéditos que o público aguarda desde 2018.
Você acredita que essa reconstrução visual é o que faltava para Dragon Ball Super atingir a perfeição, ou o foco deveria ser apenas em histórias inéditas?
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