Notícias

De Belém ao Pelourinho: Leonardo Dressant e Preto Michel são destaque na Flipelô 2026

Autores Anderson Shon, Leonardo Dressant e Preto Michel posam com suas obras em mãos
O escritor baiano Anderson Shon, Leonardo Dressant e Preto Michel foram destaques na Flipelô desde ano. Foto/Reprodução

Em uma edição histórica que reuniu mais de 330 mil pessoas, os escritores Leonardo Dressant e Preto Michel participaram de um bate-papo exclusivo na Casa CAIXA, debatendo a reinvenção do imaginário amazônico e a força da literatura nortista.

A Flipelô 2026 entrou para a história ao registrar o recorde de mais de 330 mil pessoas no Centro Histórico de Salvador entre os dias 5 e 9 de agosto. Em meio a este evento monumental, os escritores paraenses Leonardo Dressant e Preto Michel foram figuras centrais de uma rica troca cultural entre o Norte e o Nordeste. A participação da dupla ocorreu em um bate-papo exclusivo na Casa CAIXA, onde discutiram a capacidade da literatura produzida na região amazônica de transformar vivências tradicionais em narrativas universais e potentes.

O encontro dos autores paraenses aconteceu em um local histórico de Salvador: a Casa CAIXA, situada no Antigo Liceu de Artes e Ofícios, próximo à Praça da Sé. O espaço funcionou como um verdadeiro hub de descoberta para leitores interessados em conhecer as camadas da produção literária nortista fora do eixo tradicional do Sudeste. Durante o evento, Leonardo Dressant e Preto Michel trouxeram olhares distintos sobre como a ficção pode reinventar o imaginário regional através de novas linguagens e perspectivas literárias.

Leia mais em HQPOP:

O significado e a potência da Amazônia

A participação da dupla consolidou a região amazônica como um pilar essencial da diversidade literária brasileira na Flipelô 2026. O debate focou na ideia da Amazônia como protagonista de suas próprias histórias, e não apenas como um cenário. Os autores exploraram a força de personagens, lendas e vivências que tornam a região um dos universos narrativos mais potentes do país, refletindo sobre como a literatura contemporânea dá voz a uma região que continua a encantar e intrigar o Brasil.

A conversa destacou o diálogo constante entre a cultura urbana e a oralidade ancestral da Amazônia. Dressant e Michel abordaram como as histórias transmitidas por gerações servem de base para a criação de personagens complexos que desafiam estereótipos nacionais. Este enfoque sugere uma crescente valorização das “literaturas do norte”, apontando para um mercado editorial brasileiro cada vez mais aberto a essas narrativas diretas.

Com uma programação 100% gratuita, a expectativa para o painel dos autores paraenses era de lotação máxima, impulsionada por um interesse renovado do público em temas de sustentabilidade e cultura amazônica. A presença de Dressant e Michel foi considerada um marco para a visibilidade da produção literária do Norte, levando a voz de uma região com infinita capacidade de contar histórias para o imenso público da Flipelô.

Emerson Coe é jornalista e editor do HQPOP, portal especializado em cultura pop, quadrinhos, literatura, cinema e entretenimento. Atua na produção de reportagens, entrevistas e análises sobre o universo geek e a indústria cultural.