O polêmico sucessor de DBZ completa três décadas. Descubra como o legado do Super Saiyajin 4 e a nostalgia continuam a dividir e encantar gerações.
Há 30 anos, Dragon Ball GT mudava o destino dos Saiyajins
Há 30 anos, um momento marcou para sempre a cultura pop ao tentar o impossível: continuar uma lenda que parecia ter alcançado seu ápice. Em 7 de fevereiro de 1996, estreava no Japão Dragon Ball GT (Grand Tour), a primeira série da franquia que não era baseada diretamente no mangá de Akira Toriyama. O desafio era monumental: substituir o fenômeno global Dragon Ball Z apenas uma semana após seu encerramento.

O lançamento ocorreu na Fuji TV, trazendo uma proposta arriscada de resgatar o tom de aventura e humor do início da série clássica. No Brasil, a jornada só aportou em 2002 pelo Cartoon Network e, no ano seguinte, na TV Globinho, marcando a infância de quem corria para casa para ver a estreia anunciada nos guias de programação. Diferente de sua antecessora, a série foi curta, com apenas 64 episódios, encerrando-se em novembro de 1997.
Apesar das críticas iniciais ao tom infantilizado de Goku (novamente criança por um desejo acidental), a série introduziu conceitos que se tornaram pilares da cultura geek. O Super Saiyajin 4, com seu design visualmente impactante criado por Katsuyoshi Nakatsuru, e a música de abertura “Dan Dan Kokoro Hikarete ‘ku” (em português, “Teu Sorriso é Tão Resplandecente”) são, até hoje, itens de consenso absoluto sobre a qualidade da obra. Além disso, a ideia de que o uso excessivo das Esferas do Dragão teria consequências negativas (os Dragões Malignos) trouxe uma profundidade temática rara para a época.

Dragon Ball GT foi o primeiro grande experimento da Toei Animation em criar uma “história paralela” de grande porte sem o roteiro original do autor. Essa decisão gerou um debate eterno sobre o que é cânone, alimentado por declarações do próprio Toriyama, que se referiu à série como uma “grande história paralela”. Esse modelo influenciou como outras franquias lidam com preenchimentos e sequências originais, servindo de lição para produções atuais como Dragon Ball Super.
O legado de GT é a prova de que a nostalgia é uma faca de dois gumes. Ao tentar mimetizar a fase clássica de Goku criança, a produção inicialmente afastou quem buscava a ação frenética da fase Z. No entanto, ao abraçar seu lado autoral nas sagas de Baby e dos Dragões, a série encontrou uma identidade visual e emocional única. Hoje, ver fãs defendendo que GT é superior a Super mostra que o impacto emocional de um final bem construído como o último episódio de GT muitas vezes supera a lógica do cânone oficial.
O espírito de GT continua vivo. Recentemente, a franquia lançou Dragon Ball Daima, que retoma o conceito de transformar os protagonistas em crianças, provando que a premissa de 1996 ainda tem fôlego comercial. Além disso, a série completa e seus filmes estão mais acessíveis do que nunca, disponíveis em plataformas como Crunchyroll e Globoplay, permitindo que novas gerações decidam por si mesmas se o “Grand Tour” valeu a pena.

Depois de 30 anos de debates, fica a pergunta: o Super Saiyajin 4 ainda é a transformação mais icônica da franquia, ou as novas formas de Super conseguiram superá-la?
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