fevereiro 28, 2026
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Há 40 anos, Dragon Ball estreava e mudava a cultura pop

Son Goku e as Esferas do Dragão: o início de uma lenda que atravessou quatro décadas e conquistou o mundo. Imagem/Reprodução

Da estreia na TV japonesa ao fenômeno global, entenda como Goku e o traço de Akira Toriyama moldaram o entretenimento e o que vem pela frente.

Há 40 anos, um momento marcou para sempre a cultura pop…

No dia 26 de fevereiro de 1986, o primeiro episódio de Dragon Ball ia ao ar na televisão japonesa, mudando definitivamente o destino da animação oriental no mundo. O que começou como uma aventura leve inspirada na lenda chinesa do Rei Macaco transformou-se no pilar de uma indústria bilionária e no DNA de quase tudo o que consumimos hoje no gênero de ação.

Criado pelo mestre Akira Toriyama, Dragon Ball surgiu nas páginas da revista Weekly Shōnen Jump em 1984, mas foi sua estreia na TV, dois anos depois, que catapultou o pequeno Goku para o estrelato global. A trama acompanhava um garoto com cauda de macaco e força descomunal em busca das sete Esferas do Dragão.

Diferente das batalhas espaciais que viriam depois, o início era focado no humor e nas artes marciais. No Brasil, a febre demorou a chegar, estreando apenas em 1996 no SBT, mas gerou um impacto sísmico, transformando dubladores como Wendel Bezerra em verdadeiros ícones da nossa cultura.

O legado de Toriyama, falecido em março de 2024, não se mede apenas em números, embora os 250 milhões de mangás vendidos sejam impressionantes. Dragon Ball importa porque ensinou ao mundo a “gramática narrativa” do shonen moderno.

A ideia de superação constante, treinamentos exaustivos e transformações visuais (como o Super Saiyajin) tornou-se a base para o sucesso de obras posteriores. Mais do que entretenimento, a franquia é hoje um motor fundamental da economia japonesa, movimentando desde games e colecionáveis até exposições de arte urbana.

Sem as aventuras de Goku, é provável que sucessos como Naruto, One Piece, Bleach e Jujutsu Kaisen sequer existissem ou fossem completamente diferentes. Toriyama estabeleceu o conceito de rivalidades intensas e amizades inquebráveis que definem o gênero.

A indústria também aprendeu com Dragon Ball a arte da longevidade. Mesmo após 40 anos, a franquia continua se reinventando através de sequências como Dragon Ball Z, Super e o recente Dragon Ball Daima, provando que o público sempre terá sede por heróis que rompem seus próprios limites.


A genialidade de Dragon Ball reside na sua aparente simplicidade. Akira Toriyama frequentemente admitia que não planejava suas tramas a longo prazo; ele reagia ao feedback dos leitores semana a semana. Essa natureza “improvisada” conferiu à obra uma organicidade rara, onde o crescimento de Goku espelhava o amadurecimento do próprio público.

Hoje, o legado de Dragon Ball representa a vitória da imaginação sobre a forma. Toriyama criou um universo onde deuses, alienígenas e dinossauros coexistem sem questionamentos, priorizando sempre a jornada emocional e a fisicalidade das lutas. É uma obra que não tenta ser intelectualizada, mas que acaba sendo profunda pela sinceridade com que aborda a busca pela força interior.


O futuro de Dragon Ball parece tão brilhante quanto uma Genki dama. Além de novas temporadas e capítulos no mangá, a marca expande suas fronteiras para a arte urbana.

Em São Paulo, por exemplo, os fãs podem conferir até o dia 13 de março de 2026 a exposição gratuita “Do Anime para a Metrópole”, no Shopping Light. A mostra reúne 10 grafites de artistas brasileiros que fundem cenários icônicos da capital paulista ao universo de Toriyama, provando que Goku agora pertence às ruas tanto quanto pertence às telas.

Quarenta anos depois, Dragon Ball deixou de ser apenas um desenho animado para se tornar um rito de passagem geracional.

E você? Qual foi a primeira vez que tentou soltar um Kamehameha no quintal de casa e qual transformação do Goku mais marcou a sua infância?

Deixe seu comentário e compartilhe essa nostalgia com quem também ajudou Goku com a Genki dama!


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Editor
Ilustrador, cartunista e quadrinista com mais de 30 anos de carreira. Premiado internacionalmente, destaca‐se pela crítica ácida e humor irreverente. Agora, como editor do HQPOP, ele traduz a cultura pop com ousadia e criatividade.

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