março 13, 2026
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Bicho Bom: a HQ potiguar que leva o Sertão ao apocalipse

A tenente Bell Dadivosa enfrenta os dilemas de sobrevivência e humanidade na nova HQ Bicho Bom. Imagem/Reprodução

Com o novo selo Nordestinoids, Betosfera lança obra inspirada em clássicos cult com “sabor pornochanchada” e feras humanoides em Nordesterra.

E se o fim do mundo não acontecesse em Nova York ou Tóquio, mas no coração do Rio Grande do Norte? Essa é a premissa de Bicho Bom, o novo lançamento da editora Betosfera que chega ao cenário nacional com uma ficção científica com humor.

Escrita por Beto Potyguara e com a arte expressiva de Yuri P4blo, a obra inaugura oficialmente o selo NORDESTINOIDS, focado exclusivamente em narrativas autorais voltadas para o público adulto. A trama nos transporta para Nordesterra, o último refúgio habitável de um planeta devastado por pandemias, onde a linha entre homens e feras evoluídas tornou-se perigosamente tênue.

A protagonista é a tenente Izabel “Bell” Dadivosa personagem que parece ser inspirado na atriz Vera Fischer em especial no filme “A Super Fêmea (1973)“, uma militar que se vê no centro de um conflito após uma explosão quebrar a frágil ordem vigente. Ao enfrentar o leão Champignon, líder das feras, Bell não encontra apenas um inimigo, mas um espelho de sua própria humanidade. O título da HQ, inclusive, surge de uma fala carregada de ironia e crítica social disparada pelo líder animal ao descrever a militar para seu filho.

Imagem/Reprodução.

A obra não foge de temas espinhosos. Com referências que vão desde o espírito distópico de O Planeta dos Macacos até a atmosfera pós-apocalíptica de Kamandi, de Jack Kirby e uma pitada da pornochanchada, o roteiro utiliza a figura de Bell para satirizar a objetificação feminina tradicional nos quadrinhos. A capa, assinada por May Santos, reforça esse impacto visual e a força simbólica da produção potiguar.

Bicho Bom é uma distopia de traço expressivo que mistura humor, sátira e crítica social. Imagem/Reprodução

Além da trama principal, a edição expande seu universo com As Crônicas de Animália, onde acompanhamos Hot Dog, um cachorro perdigueiro humanoide que atua como detetive em busca de sua identidade. Sob o comando do Pai Macaco, uma figura exótica vestida como Elvis Presley, o universo de Bicho Bom se consolida como uma metáfora poderosa sobre rótulos e sobrevivência.

O lançamento oficial ocorreu mês passado na Feira de Quadrinhos Potiguares, no Salão Nobre da Pinacoteca Potiguar, em Natal.


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Editor
Emerson Coe é editor do portal HQPOP, especializado em quadrinhos, cultura pop e entretenimento.

1 Comente

  • Silvio março 13, 2026

    Nem um pouco inspirado em Barbarella kkkk mas parece ser uma obra muito bem feita.

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