março 10, 2026
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Painkiller (2025): entre o caos nostálgico e a repetição

Boss fights monumentais tentam salvar a experiência rítmica e repetitiva do novo Painkiller (2025). Imagem/Reprodução

Análise crítica do novo shooter inspirado em Doom: descubra se a movimentação intensa e as boss fights compensam a falta de variedade no gameplay.

Um jogo feito pela metade

Se você curte a famosa série de jogos Doom, provavelmente já ouviu falar de outra franquia com um estilo de gameplay semelhante, chamada Painkiller. Durante certo tempo, essa série conseguiu atrair e formar um público próprio, que admirava a estética única do jogo. Painkiller trazia algo parecido com o estilo de gameplay de Doom, porém com uma identidade própria, além de uma história interessante e uma ambientação imersiva dentro de um mundo caótico.

Imagem/Reprodução

Entretanto, o tempo passou, e muitos jogos da saga Painkiller acabaram ficando datados, sendo lembrados mais como clássicos do passado. Enquanto isso, a franquia Doom continuou inovando e se adaptando ao gosto do público atual, com títulos como Doom (2016) e Doom Eternal, que foram um enorme sucesso. Isso fez com que muita gente da nova geração acabasse esquecendo da existência de algo tão bom quanto Doom em sua época, como Painkiller: Black Edition, entre outros jogos da série.

Nesse contexto, o novo Painkiller (2025) tentou trazer uma remodelação mais moderna da franquia para os dias atuais, buscando atrair um público novo e alcançar novamente o sucesso. Porém, o jogo acabou falhando nesse objetivo devido a diversos problemas presentes tanto no próprio game quanto em seu marketing.

O jogo apresenta um clima mais tenso e caótico, com uma movimentação rápida e intensa. Há várias mecânicas de dash e parkour, que ajudam a tornar a experiência de gameplay mais dinâmica e emocionante. No início, isso realmente chama atenção e pode até empolgar.

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No entanto, conforme as horas de jogo passam, você começa a perceber que muitas coisas se repetem de forma constante. Mobs, minions, objetivos, cenários, músicas e vários outros elementos acabam sendo reutilizados diversas vezes. Com isso, o jogo passa a se tornar repetitivo e cansativo, gerando um certo tédio ao enfrentar sempre os mesmos inimigos, ouvindo as mesmas músicas e jogando nos mesmos mapas.

Esse é um problema que poderia ter sido resolvido com mais criatividade no design do jogo, criando maior variedade de situações e desafios para manter a experiência viciante. Infelizmente, isso não acontece, e o jogo acaba enjoando já no primeiro dia de gameplay. As fases são poucas e repetitivas, sendo que o único grande destaque acaba ficando para as boss fights dentro desse mundo caótico.

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Portanto, Painkiller deixa de ser um jogo realmente cativante ao longo da jogatina. Na minha visão, faltou investimento em tornar o jogo mais dinâmico e variado. Mesmo que as fases fossem repetidas, seria possível adicionar elementos diferentes a cada tentativa, algo que incentivasse o jogador a rejogar continuamente.

Além disso, o jogo apresenta algumas falhas técnicas que acabam sendo incômodas, somadas também à baixa quantidade de jogadores no multiplayer da Steam. O jogo não é completamente ruim, mas ainda está um pouco distante de se destacar entre os bons títulos do gênero.

Como comparação, Doom consegue implementar muito bem várias mecânicas semelhantes às presentes em Painkiller, porém de forma mais polida e interessante. E, em muitas promoções nas lojas de jogos, Doom acaba custando até menos do que Painkiller, o que torna a comparação ainda mais complicada para o novo título.

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Nesse sentido, eu, David Emanuel, apresento no vídeo abaixo uma análise mais extensa e detalhada sobre os pontos citados neste artigo. No vídeo, abordo o jogo de forma mais descontraída e simples, comentando sobre Painkiller e seu lugar no mercado atual.

Clique no vídeo do YouTube abaixo:


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Especialista em jogos, com mais de uma década de experiência. Mistura análises profundas de narrativa e jogabilidade com referências do universo geek, oferecendo uma visão única sobre tendências e clássicos.

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