Com design inédito de Akira Toriyama e foco no “Ano 1000”, novo protagonista Saiyajin promete renovar a franquia para o lançamento em 2027.
O amanhecer de uma nova era para os Saiyajins
Por décadas, a silhueta de Son Goku definiu o que entendemos por herói no mundo dos animes. No entanto, o cenário da cultura pop acaba de ser abalado por uma revelação que projeta a obra de Akira Toriyama para horizontes ainda inexplorados. A transição de protagonismo em uma franquia deste porte não é apenas um evento comercial, mas um marco narrativo que busca provar a perenidade do universo Dragon Ball além de seus ícones originais.
O herói do “Ano 1000”

Durante o evento Genkidamatsuri, realizado em 24 de janeiro de 2026, os produtores Akio Iyoku e Masayuki Hirano revelaram oficialmente o novo protagonista de Dragon Ball Age 1000 (título provisório). O personagem, projetado pelo próprio Akira Toriyama, rompe com o visual clássico: ele possui um físico esguio, cabelos brancos curtos, brincos e utiliza uma túnica verde com a logo da Capsule Corp.

Apesar do visual moderno e jovial, sua natureza guerreira foi confirmada ao final do trailer de anúncio, onde o personagem atinge a icônica transformação de Super Saiyajin. O projeto está em desenvolvimento há cerca de seis a sete anos e tem lançamento previsto para 2027.

O último grande legado de Toriyama
A relevância desta mudança reside no envolvimento profundo de Akira Toriyama antes de seu falecimento. Segundo Akio Iyoku, o autor não apenas criou o design do novo herói, mas também desenvolveu a narrativa, a construção de mundo e outros personagens inéditos especificamente para este projeto.
Ao situar a trama no Ano 1000 da cronologia oficial, a história se posiciona em um futuro distante — muito após o nascimento de Goku no Ano 737. Essa distância temporal oferece aos roteiristas a liberdade de explorar um “novo mundo de Dragon Ball” sem as amarras das sagas anteriores, permitindo que a franquia respire novos ares.
Impacto no ecossistema Dragon Ball
A escolha do título “Age 1000” ecoa elementos do antigo MMORPG Dragon Ball Online, sugerindo que a nova produção pode oficializar e expandir conceitos de lore que anteriormente eram periféricos ou ligados à série Xenoverse.
Historicamente, Dragon Ball sempre orbitou em torno de Goku e Vegeta. Introduzir um novo Saiyajin como peça central é uma aposta alta na força da marca como um universo expandido. Se bem-sucedido, este movimento pode garantir que a franquia continue relevante para as próximas gerações, consolidando-se como uma mitologia que sobrevive aos seus personagens fundadores.
A escolha de um protagonista com traços mais esguios e cabelos brancos sinaliza um afastamento deliberado da estética bruta que dominou a era Dragon Ball Z. Toriyama parecia entender que o futuro da franquia exige uma identidade visual que dialogue com a nova geração, priorizando agilidade e estilo em vez de apenas músculos hipertrofiados.
O fato de este projeto ter consumido quase sete anos de desenvolvimento indica que não estamos diante de um simples jogo, mas de uma tentativa de soft reboot canônico. A coragem de “substituir” Goku ainda que em um futuro distante mostra que a Shueisha e a Bandai Namco estão prontas para tratar Dragon Ball como o “Star Wars dos animes”, onde o universo é o verdadeiro protagonista.
O público terá um vislumbre mais profundo deste novo mundo durante o Dragon Ball Games Battle Hour, marcado para o dia 18 de abril de 2026. Espera-se que novos personagens desenhados por Toriyama sejam revelados, consolidando as bases do que será a franquia em 2027.
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