Acompanhe a corrida contra o tempo em “Muitos Vilões”, onde a metalinguagem e a sobrevivência se encontram no caos pós-apocalíptico.
O fenômeno Os Últimos Jovens da Terra já se consolidou como um pilar da cultura pop infanto-juvenil contemporânea, expandindo-se dos livros para uma série premiada na Netflix. Agora, a franquia mergulha de vez na nona arte com o selo MilkShakespeare, da Faro Editorial, trazendo uma proposta que une o caos dos monstros com a paixão nerd pelos quadrinhos.

Neste segundo volume, intitulado “Muitos Vilões”, Jack e seus amigos não estão apenas fugindo de monstros; eles decidiram criar sua própria HQ de sucesso. No entanto, a diversão é interrompida por uma descoberta sombria: os vilões que eles enfrentam não agem por conta própria, mas seguem os planos de um único e misterioso mentor maligno. Agora, o grupo precisa resolver enigmas em uma corrida frenética para impedir o maior plano malvado que o mundo já viu.
Narrativa e Roteiro A escrita de Max Brallier e Joshua Pruett é ágil e carrega o DNA de produções como Hora da Aventura e Phineas & Ferb. O roteiro engaja ao utilizar a metalinguagem: os personagens tentam criar uma sequência para sua própria história que seja “maior e melhor”, espelhando a pressão de grandes franquias da vida real. A trama paralela sobre o fim da série de quadrinhos favorita dos heróis adiciona uma camada de “drama apocalíptico” muito identificável para qualquer fã de cultura pop.
Estilo Visual e Ambientação A arte de Douglas Holgate e Jay Cooper mantém o tom vibrante e cartunesco que define a série. Com a experiência de Holgate em best-sellers e o olhar de Cooper voltado ao design publicitário e da Broadway, as 256 páginas entregam um dinamismo visual que compensa a falta de cores (se seguir o padrão da série principal), focando na expressividade e na ação desenfreada. O tom equilibra perfeitamente o perigo iminente com o humor sarcástico dos jovens.
Personagens e Temas Jack, June, Quint e Dirk continuam sendo o coração da obra. A construção dos personagens foca na amizade como ferramenta de sobrevivência. O tema central aqui é a criatividade sob pressão: enquanto o mundo acaba, eles buscam propósito na arte (mesmo que seja em uma HQ de monstros) e na proteção mútua.
A obra se aproxima muito do ritmo de Salsichas Galácticas (também de Brallier) e do humor inteligente de Mystery Science Theater 3000, projeto no qual Pruett já trabalhou. No mercado brasileiro, onde a série já vendeu mais de 200 mil exemplares, este lançamento reforça a força das narrativas transmídia que conseguem transitar entre literatura, animação e quadrinhos com fluidez.
• Pontos Fortes: Ritmo dinâmico, excelente uso de metalinguagem e uma equipe criativa com vasta experiência em animação e entretenimento25.
• Pontos Fracos: Por ser um volume 2 de um arco específico, leitores que nunca tiveram contato com o universo original podem se sentir um pouco perdidos nas dinâmicas pré-estabelecidas do grupo.
“Os últimos quadrinhos da Terra: Muitos Vilões – Vol. 2” é uma celebração do espírito geek em meio ao caos. É a leitura ideal para fãs de animações modernas e para jovens leitores que buscam uma porta de entrada amigável e divertida para o mundo das HQs. Se você gosta de conspirações malignas e heróis que não perdem a piada nem no fim do mundo, este livro é para você.
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