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Arnold Schwarzenegger paga US$ 1 por ano à Warner para manter traje de Mr. Freeze em seu escritório

Foto/Reprodução

O astro de Batman & Robin (1997) se recusou a devolver a réplica do traje de Mr. Freeze e fechou um contrato de locação simbólico com a Warner Bros. para guardar a peça.

O longa-metragem de super-herói Batman & Robin (1997) é frequentemente lembrado pela inesquecível trilha sonora mas também como uma das produções mais criticadas e controversas da história do Cavaleiro das Trevas no cinema. No entanto, para o astro Arnold Schwarzenegger, o trabalho rendeu uma lembrança material altamente exclusiva. O ator, que deu vida ao vilão Mr. Freeze, mantém até hoje uma réplica do icônico e extravagante figurino de seu personagem em seu escritório particular graças a um acordo contratual inusitado fechado diretamente com o alto escalão da Warner Bros.

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Um aluguel de apenas US$ 1 por ano

Para conseguir manter a imponente vestimenta de metal do vilão após o encerramento dos trabalhos no set de filmagem, Schwarzenegger firmou um acordo de locação extremamente incomum com a Warner Bros.. Pelo contrato estabelecido, o ator paga a taxa simbólica de US$ 1 por ano para manter o traje sob sua custódia. Atualmente, o item de colecionador permanece em exibição no escritório do ator e é tratado com enorme cuidado e destaque.

A curiosa história de bastidores foi revelada originalmente pelo diretor do filme, Joel Schumacher, durante uma entrevista focada na trajetória cinematográfica do Batman. Segundo o falecido cineasta, Schwarzenegger ficou especialmente fascinado pela estrutura e pelo design do traje utilizado por Mr. Freeze durante o processo de gravação e fez questão de levar uma cópia exata da roupa para casa após o término oficial da produção.

Arnold Schwarzenegger exibe o traje de Mr. Freeze em seu escritório.
Arnold Schwarzenegger levou o figurino usado em ‘Batman & Robin’ para casa. Foto/Reprodução

A negociação com a liderança da Warner Bros.

Normalmente, todos os figurinos, adereços, armas cenográficas e objetos de cena utilizados em grandes produções de Hollywood permanecem sob a responsabilidade e propriedade estrita dos estúdios. As empresas costumam catalogar e armazenar essas peças sistematicamente para que possam ser reutilizadas em eventuais sequências, expostas em exibições promocionais ou servir como referência visual de design para futuros novos filmes.

Como os protocolos tradicionais impediam a liberação da vestimenta, Schwarzenegger decidiu levar o seu pedido pessoal de forma direta às instâncias executivas mais altas da diretoria da Warner Bros.. Diante da insistência e do peso comercial do astro de ação, o estúdio acabou cedendo e autorizou a posse do figurino sob a condição do pagamento simbólico do aluguel anual em dólar.

Um fracasso de crítica, mas altamente lucrativo

Embora a lembrança de “Batman & Robin” seja guardada com orgulho pelo ator em sua coleção, o filme dirigido por Joel Schumacher sofreu uma recepção desastrosa por parte da imprensa especializada e do público. O longa que trouxe George Clooney como Batman, Chris O’Donnell na pele de Robin e Uma Thurman interpretando a vilã Hera Venenosa amarga até hoje uma das piores médias de recepção do herói da DC, registrando apenas 12% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes e uma pontuação de 29/100 no Metacritic.

Para Schwarzenegger, contudo, a experiência nos sets do filme esteve longe de ser um fracasso pessoal. Além de conquistar o seu cobiçado souvenir cenográfico, a participação do ator foi financeiramente excepcional. De acordo com as declarações de Schumacher, Schwarzenegger recebeu o estrondoso salário de US$ 25 milhões pelo papel, um valor consideravelmente superior ao cachê pago ao protagonista principal da obra, George Clooney.

Emerson Coe é jornalista e editor do HQPOP, portal especializado em cultura pop, quadrinhos, literatura, cinema e entretenimento. Atua na produção de reportagens, entrevistas e análises sobre o universo geek e a indústria cultural.