A Mostra de Cinema Espanhol 2026 chega ao Cine Alexandrino Moreira destacando a renovação do drama social, a força de diretoras premiadas e tramas intensas de suspense que conquistaram festivais globais.
O Cine Alexandrino Moreira, localizado na Casa das Artes em Belém, será a sede da Mostra de Cinema Espanhol 2026 entre os dias 18 e 22 de agosto. Com sessões diárias sempre às 19h, o evento celebra a diversidade do cinema espanhol contemporâneo, marcado pela liderança de mulheres na direção e pela renovação de gêneros como o drama social e o suspense., A programação conta com obras aclamadas de nomes como Icíar Bollaín e Pilar Palomero, trazendo para o público paraense narrativas focadas em memória, vínculos familiares e dilemas sociais urgentes.
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A curadoria da mostra reflete o momento vibrante da cinematografia espanhola, que hoje se destaca pela grande pluralidade regional e temática. Os filmes selecionados dialogam com identidades locais e apresentam tramas intensas que ganharam projeção internacional. A presença de diretoras no comando dessas histórias é uma das marcas registradas da seleção, oferecendo um olhar sensível e profundo sobre temas universais como a perda e o afeto.
Programação diária e destaques
A mostra abre no dia 18 de agosto com Sou Nevenka, um drama biográfico dirigido por Icíar Bollaín, cineasta reconhecida por reconduzir dramas sociais profundos ao centro das telas., No dia 21 de agosto, o suspense ganha destaque com Todos sabem, do diretor Asghar Farhadi, exemplificando a renovação do thriller espanhol com suas reviravoltas marcantes.
Confira o cronograma completo:
- 18.08: Sou Nevenka (Icíar Bollaín)
- 19.08: Fechar os olhos (Víctor Erice)
- 20.08: Os Lampejos (Pilar Palomero)
- 21.08: Todos sabem (Asghar Farhadi)
- 22.08: Surda (Eva Libertad)
As exibições ocorrem na Casa das Artes (FCP), situada na Rua Dom Alberto Gaudêncio Ramos, 236, logo ao lado da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. A realização do evento é uma colaboração do Governo da Espanha por meio do Ministério de Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação, da AECID (Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento) e da Cooperación Española.
A realização deste festival em Belém aponta para um fortalecimento das trocas culturais internacionais, permitindo que obras produzidas em contextos regionais da Espanha encontrem ressonância no público nortista brasileiro. O foco em narrativas focadas na força autoral feminina, como as de Pilar Palomero, sugere que o cinema europeu continua sendo um farol para discussões sobre memória e identidade.
