Com mensagem de preservação, o novo curta do Iluminuras Estúdio teve lançamento marcado por engajamento e reflexão sobre a Amazônia.
O universo místico da Amazônia ganhou as telas do Palacete Faciola, em Belém, no último domingo, dia 22 de março. A estreia de “O Coração da Boiúna” celebrou a união entre o lúdico e o debate urgente sobre a preservação da natureza, reunindo famílias e entusiastas da cultura regional.
Produzido pelo Iluminuras Estúdio de Animação, o curta-metragem em 2D mergulha na imaginação de Maria. A protagonista transforma os relatos de seu pai sobre a lendária serpente colossal em uma jornada épica, assumindo a identidade da heroína Maria Estrela para desvendar o que despertou a fúria da criatura nas profundezas dos rios.
Identidade e Regionalismo de Peso Um dos pontos altos da obra, que possui pouco mais de 9 minutos, é a sua autenticidade. Realizado integralmente por artistas nortistas e com patrocínio do Banco da Amazônia, o projeto evita estereótipos e foca em uma estética fiel às raízes paraenses.
Durante o lançamento, o diretor Andrei Miralha reforçou que o objetivo vai além do entretenimento. “Esperamos que as crianças se divirtam, mas que também fique plantada uma semente sobre a importância de cuidar da natureza”, afirmou, destacando que a narrativa mostra como as ações humanas impactam diretamente o ecossistema.
Educação e Futuro nas Escolas O evento não se limitou à exibição; as crianças participaram de brincadeiras temáticas e conversaram com a equipe de criação. Sendo a segunda obra da série “Contos Mirabolantes” — sucedendo “O Olho do Mapinguari” —, o filme agora segue para o circuito de festivais e plataformas de streaming.
Além disso, a produtora Victoria Rodrigues confirmou que “O Coração da Boiúna” será utilizado como ferramenta pedagógica. A ideia é que o filme circule em escolas para estimular debates sobre empatia e responsabilidade ambiental entre alunos e professores, aproveitando o carisma de Maria Estrela para tratar de temas complexos.