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São Paulo recebe primeira edição da Virada Indígena do Brasil em dezembro no Tendal da Lapa

Com entrada franca e expectativa de receber 3 mil pessoas, o evento inédito trará artes, saberes, culinária, debates e expressões tradicionais nos dias 12 e 13 de dezembro de 2026.

São Paulo recebe primeira edição da Virada Indígena do Brasil em dezembro no Tendal da Lapa

A capital paulista será palco de um evento inédito dedicado a celebrar a pluralidade e a força dos povos originários. Nos dias 12 e 13 de dezembro de 2026, o Tendal da Lapa, localizado na cidade de São Paulo, receberá a primeira edição da Virada Indígena do Brasil. Gratuito e aberto ao público em geral, o encontro acontecerá das 10h às 22h, reunindo diferentes gerações e linguagens em uma programação estruturada para aproximar manifestações tradicionais de expressões contemporâneas. Ao longo dos dois dias de atividades, a organização estima receber um público de aproximadamente 3 mil pessoas.

Diálogo entre tradição, contemporaneidade e ocupação cultural

Evento Virada Indígena em São Paulo, celebrando a cultura dos povos originários.
Virada Indígena: um espaço de celebração e resistência. Foto/Elineudo Meira

A Virada Indígena nasce com o propósito de permitir que as comunidades originárias ocupem o espaço urbano com suas próprias manifestações estéticas, saberes e formas de existência. De acordo com a diretora-geral do evento, Fernanda Manzoli, a proposta é proporcionar ao público uma experiência imersiva na diversidade dos povos. “A Virada nasce para que essas vozes ocupem a cidade com suas próprias artes, seus saberes e suas formas de estar no mundo. Queremos que, durante esses dois dias, o público encontre muitas culturas acontecendo ao mesmo tempo”, ressaltou Manzoli.

A construção da iniciativa conta diretamente com a participação do Conselho Indígena Vozes Originárias, órgão coletivo composto por integrantes de diversas etnias. A coordenação geral é liderada por Ana Tupinambá, enquanto a curadoria desta edição inaugural é conduzida por Ivone Pankararu e Blanca Aymara, que também integram o conselho.

Celebração da ancestralidade e espaço de resistência

Para as lideranças envolvidas na organização, a Virada consolida-se como um momento de afirmação cultural, memória e conscientização social. Integrante do Conselho Indígena Vozes Originárias, Clarice Pankararu destacou a importância de levar a vivência dos povos para o centro dos debates.

“A Virada Indígena é um espaço de encontro, resistência e celebração dos nossos povos. É uma oportunidade de mostrar que nossas culturas estão vivas, fortalecer nossas identidades e compartilhar nossos saberes. Queremos que o público venha nos conhecer, ouvir nossas vozes e compreender nossas histórias e lutas. A Virada é um convite para celebrar nossa ancestralidade e construir um futuro de mais respeito aos povos originários”, afirmou Clarice Pankararu.

Atividades previstas na programação

Evento Virada Indígena em São Paulo, celebrando a cultura dos povos originários.
Virada Indígena. Foto/Elineudo Meira

Embora o calendário detalhado com os horários de cada atração ainda vá ser divulgado oficialmente, os eixos centrais do evento já foram definidos. A programação da Virada Indígena contará com apresentações de música e dança, manifestações de moda, exposições de artes visuais, feira de artesanato, culinária tradicional e contemporânea, além de oficinas formativas e mesas de debates abertas aos visitantes.

Feira / Convenção Presencial Gratuito
Data: 12 a 13/12/2026
Horário: das 10h às 22h
Sobre o evento

Artes, saberes e formas de expressão de povos originários vão ocupar o Tendal da Lapa, em São Paulo, nos dias 12 e 13 de dezembro de 2026, durante a primeira edição da Virada Indígena do Brasil.

Emerson Coe

Emerson Coe é jornalista e editor do HQPOP, portal especializado em cultura pop, quadrinhos, literatura, cinema e entretenimento. Atua na produção de reportagens, entrevistas e análises sobre o universo geek e a indústria cultural.

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