O órgão de classificação australiano recusou oficialmente o registro de Halloween: The Game devido a uma mecânica que recompensa jogadores civis com vantagens de sobrevivência após o consumo de substâncias ilícitas.
Halloween: The Game teve sua comercialização oficialmente proibida na Austrália após o órgão de censura do país recusar a classificação indicativa do título. A decisão do Australian Classification Board ocorreu semanas antes de a desenvolvedora Illfonic se pronunciar publicamente sobre o caso. Detalhes obtidos de forma exclusiva pela imprensa especializada revelam que, em vez da violência gráfica do vilão Michael Myers, o banimento foi motivado por uma mecânica de jogo controversa envolvendo o uso de maconha como item de sobrevivência.

Leia mais em HQPOP:
- Preço de GTA 6 quebra barreira histórica e Rockstar define nova era de custos para os games AAA
- Marvel’s Wolverine ganha trailer brutal que revela vilões icônicos e data de lançamento oficial
- Bem-vindo a Warhammer 40K: como um jogo transformou o horror civilizacional em estética
O mistério por trás do banimento revelado
Os jogadores australianos vinham expressando frustração com a aparente censura recorrente que afeta lançamentos de grande porte no país há décadas. Para esclarecer os fatos, o Diretor do Conselho de Classificação Australiano, Steven Thomson, respondeu diretamente aos questionamentos de um gamer preocupado. Em carta obtida pela imprensa, Thomson confirmou que o jogo teve sua classificação recusada no dia 22 de julho.
Michael Myers, sobreviventes e a mecânica polêmica
De acordo com os relatórios de análise de gameplay do Conselho de Classificação, o título apresenta uma dinâmica de jogo assimétrica: enquanto um jogador assume o papel do assassino mascarado Michael Myers com o objetivo de eliminar o maior número possível de vítimas, os demais jogam como civis tentando sobreviver até o cronômetro da partida zerar.

O problema central para os censores reside no fato de que os sobreviventes podem consumir maconha para obter uma vantagem direta de jogabilidade. O consumo da substância concede uma habilidade temporária que facilita a sobrevivência contra o assassino, associando diretamente o uso de drogas a um incentivo ou recompensa dentro do game. O órgão regulador destacou que a substância é retratada de forma inequívoca como uma droga ilícita, sendo expressamente identificada pelo texto na tela como um “baseado” (joint) e acompanhada por um ícone visual claro de um cigarro de maconha.
Diferença de regras e o futuro de Halloween: The Game na Austrália
A severidade das leis de classificação australianas contrasta fortemente com as de países vizinhos. Halloween: The Game teve sua comercialização normalmente autorizada na Nova Zelândia. A análise do conselho indica que, se a desenvolvedora tivesse optado por uma substância fictícia sem associação direta com o mundo real, o jogo provavelmente teria sido aprovado sem maiores problemas.
Até o momento, a publicadora Illfonic não confirmou se pretende editar ou remover a mecânica polêmica para submeter o jogo a uma nova avaliação na Austrália.
