Terceira edição da Laje da Naza celebra o Círio de Nazaré com fé, cultura periférica e diversidade
Projeto autoral da cantora Gaby Amarantos retorna ao Círio de Nazaré, em Belém, reunindo arte, representatividade e o lançamento de uma camiseta comemorativa inspirada no movimento arquitetônico "Raio que o Parta".

O projeto autoral da cantora paraense Gaby Amarantos, a Laje da Naza, chega à sua terceira edição durante as festividades do Círio de Nazaré, em Belém. Reafirmando-se como um ponto de encontro entre religiosidade, música, cultura amazônica e diversidade social, a iniciativa retorna ao mesmo endereço com uma estrutura voltada a valorizar as expressões das periferias.

Tradição, periferia e valorização da diversidade
A Laje da Naza consolidou-se como uma extensão da visão de Gaby Amarantos sobre o Círio e o estado do Pará. A iniciativa nasceu de forma espontânea na primeira edição, quando a cantora e seu pai saíram às ruas para distribuir água aos romeiros. Desde então, o projeto passou a ocupar um papel de destaque na festividade, evidenciando a presença e a força das periferias paraenses na celebração.

Em sua terceira edição, o espaço reúne artistas, pessoas LGBTQIA+, convidados e públicos de diferentes origens e crenças, buscando dar visibilidade a manifestações socioculturais que nem sempre ocupam os principais holofotes da programação oficial. A proposta ressalta o caráter ecumênico e inclusivo do Círio, acolhendo fiéis e participantes de variadas identidades e religiões. Para a cantora, vivenciar o Círio nas ruas e acompanhar manifestações como a Moto Romaria é essencial para saudar Nossa Senhora e pedir proteção para as populações periféricas, mulheres e a comunidade LGBTQIA+, promovendo o combate ao preconceito.
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Estética inspirada no movimento “Raio que o Parta”
Neste ano, o projeto traz como elemento marcante de sua identidade visual a inspiração no movimento arquitetônico conhecido como “Raio que o Parta”. A estética, que marcou a paisagem urbana de Belém a partir da década de 1960, caracteriza-se pela utilização de pedaços de lajotas e revestimentos fracionados que criam desenhos geométricos nas fachadas de casas, especialmente nas periferias da capital.
A escolha desse movimento dialoga diretamente com a essência do projeto. Assim como o “Raio que o Parta” transformou materiais que seriam descartados em símbolos de beleza e identidade arquitetônica, a Laje da Naza resgata elementos historicamente marginalizados para colocá-los no centro das celebrações do Círio. A identidade visual estará estampada na fachada do próprio espaço da Laje, integrando-se à paisagem e à arquitetura da cidade.
Programação e convidados
A programação da terceira edição contará com convidados especiais que serão divulgados posteriormente. A seleção dos participantes mantém o compromisso do projeto de reunir nomes alinhados à diversidade cultural e à linguagem artística do Pará, celebrando o Círio como um espaço de acolhimento para todos.
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