junho 20, 2026
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Semana do Quadrinho Nacional: saiba como foi a abertura em Belém

Artistas e entusiastas se reúnem no Sesc Ver-o-Peso para a abertura da 12ª Semana do Quadrinho Nacional. Imagem/Redes Sociais

Com mural inédito na Praça do Povo e lançamento da HQ do coletivo Kitnet, a 12ª Semana do Quadrinho Nacional agita a capital paraense.

A capital paraense consolidou-se, nesta quarta-feira (15), como o centro da nona arte brasileira. A 12ª Semana do Quadrinho Nacional iniciou sua programação gratuita, ocupando espaços emblemáticos de Belém como a Fundação Cultural do Pará e o Sesc Ver-o-Peso. O evento, que se estende até o dia 18 de abril, reafirma sua tradição de mais de uma década ao reunir artistas de diversos cantos do país.

Foto/Emerson Coe

O primeiro dia foi marcado por uma movimentação, especialmente no Sesc Ver-o-Peso, que serviu de palco para o aprimoramento técnico. Durante a manhã, o público pôde acompanhar a Masterclass de Felipe Furtado, enquanto o turno da tarde ficou sob o comando da talentosa Débora Santos. Essas sessões de imersão são fundamentais para a troca de experiências entre veteranos e novos talentos, um dos pilares do evento.

Foto/Emerson Coe

Arte ao vivo e Memória Regional

Simultaneamente, a Fundação Cultural do Pará tornou-se palco de uma intervenção visual de impacto. Durante a tarde, o quadrinista Levi Gama (AM) deu início à criação de um mural exclusivo que ficará exposto na Praça do Povo, trazendo a força do traço amazônico para o centro do evento.

Foto/Emerson Coe

Memória e Identidade em Quadrinhos

No auditório do primeiro andar, a nostalgia e o humor deram o tom com o lançamento de “DQN”. HQ produzida pelo coletivo Kitnet, a obra narra de forma bem-humorada a gênese do que viria a se tornar a Semana do Quadrinho Nacional, servindo como um registro histórico essencial para a comunidade.

Foto/Emerson Coe

A programação também destacou a força da produção regional através do painel Circuito Amazônico de Quadrinhos. O debate contou com nomes influentes da cena nortista, como Andrei Miralha e Levi Gama (AM), além de Stephanie Lobato e Aynan Del Tetto, representando o Amapá. Essa conexão reforça o papel de Belém como um hub de integração para a produção de quadrinhos na Amazônia.

Foto/Emerson Coe

Com uma agenda que equilibra técnica, história e representatividade, a 12ª Semana do Quadrinho Nacional prova que o mercado brasileiro de HQs está mais vivo e descentralizado do que nunca.


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Editor
Emerson Coe é editor do portal HQPOP, especializado em quadrinhos, cultura pop e entretenimento.

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