junho 25, 2026
Cinema

Documentário revela a cena punk da capital paraense

Gritos de Agonia com estética punk DIY, fotos de shows de hardcore e tipografia agressiva em preto e branco.
“Belém Underground” é um convite para mergulhar na contracultura amazônica, uma narrativa de luta e criatividade nos cantos invisíveis da cidade. Foto/Reprodução

O documentário Gritos de Agonia – Uma História do Movimento Punk Hardcore em Belém do Pará, anteriormente intitulado “Belém Underground”, já está disponível no catálogo do Spcine Play para todo o Brasil.

Gritos de Agonia — Uma História do Movimento Punk Hardcore em Belém do Pará, o aguardado documentário que mapeia quatro décadas de contracultura na Amazônia, já está disponível para o grande público via streaming. Dirigido por Márcio Crux e produzido pela Equipe Reduzida, o longa de 107 minutos participou do prestigiado Festival In-Edit Brasil 2026 e agora pode ser assistido gratuitamente no Spcine Play. A obra é um documento histórico essencial que atualiza o projeto anteriormente conhecido como “Belém Underground”.

O que antes era um sussurro de resistência nas ruas de Belém agora ecoa como um grito nacional. O projeto que nasceu sob o título de “Belém Underground” amadureceu e se transformou em uma obra monumental sobre a sobrevivência da arte à margem do sistema.

O cartaz oficial do documentário reflete a energia crua e visceral da cena punk paraense, um movimento que insiste em resistir há quatro décadas.

O documentário que registra a trajetória do movimento punk paraense foi oficialmente rebatizado como Gritos de Agonia. A mudança reflete a urgência e a dureza de uma cena que ocupa “ruas, praças e palafitas” para enfrentar o provincianismo e o abandono. Produzido pela Equipe Reduzida, o filme consolidou-se após anos de pesquisa, reunindo um “valioso material de arquivo” que abrange desde a gênese do movimento nos anos 80 até os dias atuais.

O filme mergulha fundo na relação entre o movimento e a capital do Pará, descrita como uma cidade “dura e implacável”. Através de depoimentos inéditos, a narrativa explora eventos icônicos, como o Terceiro Rock 24 Horas, e mostra como uma geração aprendeu a fazer cultura através do espírito Do It Yourself (Faça Você Mesmo). Gritos de Agonia não é apenas sobre música; é um retrato social de uma Belém invisível aos guias turísticos, onde o punk persiste como um ato de resistência contra a decadência urbana.

O lançamento no streaming foi celebrado por entusiastas da contracultura em todo o país. Nas redes sociais, a recepção destaca a importância de descentralizar o cinema brasileiro e dar voz à cena punk do Norte. A presença do diretor Márcio Crux em sessões presenciais no Festival In-Edit 2026, em locais como a Matilha Cultural e a Cinemateca Brasileira, também gerou um forte engajamento da comunidade hardcore.

A chegada de Gritos de Agonia ao Spcine Play — a primeira plataforma pública de streaming do Brasil — é um marco para a difusão do cinema amazônida. O acesso 100% gratuito democratiza uma história que, por muito tempo, ficou restrita a fitas cassete e fanzines circulando entre poucos. Isso eleva o movimento punk de Belém ao patamar de patrimônio cultural imaterial, reconhecido por sua força técnica e narrativa.

om o filme disponível online, o foco agora é a preservação dessa memória. O documentário serve como uma linha do tempo viva para pesquisadores e novos fãs. O sucesso de crítica no Festival In-Edit 2026 coloca Gritos de Agonia como um dos documentários musicais mais importantes desta década, garantindo que o grito da Amazônia continue sendo ouvido longe das fronteiras do Pará.

Se há dois anos o projeto era uma promessa local sob o nome de “Belém Underground”, hoje Gritos de Agonia é uma realidade nacional. O punk vive, resiste e, agora, está a apenas um clique de distância no seu streaming.

Poster do Filme
3.9
/5.0*
  • 🕒 2025 / 1h 47 min (107 min) - Brasil
  • 🧭 Documentário
  • 📣 Mácio Crux
  • ℹ️ Onde Assistir

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Editor
Emerson Coe é jornalista e editor do HQPOP, portal especializado em cultura pop, quadrinhos, literatura, cinema e entretenimento. Atua na produção de reportagens, entrevistas e análises sobre o universo geek e a indústria cultural.

1 Comment

  • Gleison Rodrigues de lima novembro 30, 2024

    É por causa dourada de ouro na época dos undergrounds muito bom se eu pudesse voltar no tempo viveria tudo de novo

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