O Movimento “Ouça Rock Paraense sem Violência contra as Mulheres” reforça o respeito às mulheres dentro e fora da cena underground e amplia o debate sobre direitos, segurança e denúncia
A cena do rock paraense também está aquecendo sua voz para falar sobre um tema urgente: o combate à violência contra as mulheres. A campanha “Ouça Rock Paraense sem Violência contra as Mulheres” nasceu como um movimento de conscientização para incentivar o respeito às mulheres dentro e fora do universo da música, defendendo uma cultura baseada em igualdade, responsabilidade e acolhimento.
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A iniciativa chama atenção para o enfrentamento de todas as formas de violência, lembrando que esse tipo de agressão não se limita à violência física. O material da campanha apresenta os cinco tipos de violência contra a mulher, física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, reforçando que todas causam danos profundos e precisam ser identificadas e combatidas.
De acordo com a campanha, a violência física é aquela que fere a integridade corporal da mulher, incluindo empurrões, tapas, socos, chutes e queimaduras. Já a violência psicológica, envolve ações que causam dano emocional e diminuem a autoestima, como humilhações, ameaças, chantagens, manipulação e isolamento. A violência sexual, ocorre quando há constrangimento para presenciar, manter ou participar de relação sexual sem consentimento. A violência patrimonial atinge o controle dos bens e recursos da mulher, como impedir acesso a dinheiro, documentos e pertences pessoais. E a violência moral, afeta a honra, a imagem e a reputação, incluindo calúnia, difamação e injúria.
O lançamento da campanha aconteceu no dia 13 de maio, no Studio Pub, com a presença de bandas autorais lideradas por mulheres, como Icamiabas, Dark Soma e Naif. A partir desse encontro, foi construída uma agenda de ações que pretende fortalecer a conscientização e ampliar o debate dentro da cultura underground.A próxima atividade está marcada para o dia 12 de julho, pela manhã, na Praça da República, em Belém, com distribuição de material informativo e abordagem direta ao público.

A proposta é ampliar a visibilidade da campanha, estimular mudanças de comportamento e reforçar a importância da denúncia.A mobilização também quer abrir espaço para debates mensais com o público underground, tratando de temas como violência contra a mulher, relacionamentos saudáveis, masculinidades e direitos. A ideia é reunir bandas autorais paraenses, profissionais especializados e apoiadores da causa em rodas de conversa que ajudem a construir ambientes mais seguros, dentro e fora dos palcos.
A campanha também faz um chamado direto à sociedade: Não se cale! Ligue 180. A orientação reforça que denúncias podem salvar vidas e que a luta contra a violência de gênero precisa ser coletiva.Mais do que valorizar a música autoral paraense, o movimento deixa uma mensagem clara: a arte precisa ser espaço de liberdade, mas também de respeito. E, na cena rock, vestir essa camisa significa assumir compromisso com a vida, a dignidade e os direitos das mulheres.

Serviço:
Ação da Campanha “Ouça Rock Paraense Sem Violência contra as Mulheres”
A programação contará com distribuição de materiais informativos, conscientização sobre os cinco tipos de violência contra a mulher e diálogo com o público sobre a importância da prevenção, do respeito e da denúncia.