Com debate sobre vozes periféricas e a energia do Beco dos Artistas, o último dia do evento celebrou a potência da produção nortista e nacional.
Confira os destaques do Grand Finale da 12ª Semana do Quadrinho Nacional do Pará
A 12ª Semana do Quadrinho Nacional do Pará despediu-se do público no último sábado (18) em grande estilo, consolidando-se como um hub essencial para as HQs na região Norte. O encerramento foi uma demonstração do poder criativo que uniu música, artes visuais e reflexão social.
Mercado e conexão no Beco dos Artistas
O coração pulsante do evento foi, sem dúvida, o Beco dos Artistas. O espaço registrou intensa movimentação, servindo de vitrine para a produção paraense e de outros estados. Muito além do empreendedorismo, o Beco promoveu o contato direto entre criadores e leitores, com sessões de autógrafos que transformaram edições exclusivas em itens de colecionador.
Narrativas periféricas em pauta

Um dos momentos de maior densidade intelectual foi o painel “Mundo sem aspas para balões de fala periféricos”. Com a presença de nomes de peso como Paulo Moreira, Helô Rodrigues e Bennê Oliveira, e mediação de Mandy Modesto, o debate focou na urgência de descentralizar as histórias e dar voz às realidades que fogem do eixo tradicional.
Interatividade e explosão de cores

A programação prática também garantiu o engajamento do público:
- Desafio dos Quadrinhos: O coletivo Serendi comandou uma oficina livre na Praça do Povo, transformando a criação de HQs em uma competição lúdica com premiação ao final.
- Arte Mural: O artista Levi Gama finalizou ao vivo um mural que trouxe novas cores e identidade visual ao ambiente do evento.

Ritmo de encerramento

Para fechar a experiência sensorial, a cultura pop encontrou a música paraense. As pick-ups da DJ Nat Esquema e a performance vibrante de Félix Robatto garantiram que a celebração da nona arte terminasse com a energia lá no alto, provando que o quadrinho nacional é, acima de tudo, uma festa da identidade brasileira.



