junho 20, 2026
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Webquadrinhos e identidade: o segundo dia da Semana do Quadrinho

A quadrinista Helô Rodrigues comanda masterclass sobre webquadrinhos no SESC Ver-o-Peso durante o Circuito Amazônico de Quadrinho. Foto/Redes Sociais

De masterclasses sobre webquadrinhos a debates sobre o futuro da produção nortista, o evento no Sesc Ver-o-Peso redefine a cena independente.

O segundo dia da 12ª Semana do Quadrinho Nacional Pará provou que as HQs na Amazônia vai muito além do papel. No coração de Belém, o Laboratório de Criação do SESC Ver-o-Peso tornou-se o epicentro de uma revolução narrativa logo cedo. Sob o comando de Helô Rodrigues, a masterclass “Transformando memórias em webquadrinhos” guiou os participantes pela intersecção entre tecnologia e afeto.

A proposta não foi apenas técnica. Helô Rodrigues provocou o público a narrar seus próprios territórios, utilizando a agilidade das redes para escoar histórias que o eixo tradicional muitas vezes ignora. Essa movimentação reflete o DNA do Circuito Amazônico de Quadrinhos 2026, que busca descentralizar o mercado editorial e dar voz ativa aos criadores da região.

O futuro em construção

À tarde, a materialidade voltou à cena com Bennê Oliveira, que transformou o ambiente em um verdadeiro berçário de fanzines. A criação de zines de dobradura resgatou a essência do punk DIY ou “faça você mesmo”, ferramenta vital para a sobrevivência da produção independente em um mundo digital.

Mais tarde, ocorreu no painel “O que narra um futuro nortista?”. Os artistas Otoniel Oliveira e Felipe Furtado, mediadores de uma nova era, discutiram como a cosmologia e a estética regional podem projetar o amanhã sem perder as raízes. O debate reafirmou que o Norte não quer apenas ser lido, mas quer ditar as regras do seu próprio futuro.

O intercâmbio que transforma

Para quem circula pelos corredores e escadas do SESC, o clima é de efervescência. Para Andrei Miralha, um dos organizadores, o diferencial desta edição é justamente a rede. “Essa convergência de artistas da própria região norte e de outros estados do Brasil já está promovendo um intercâmbio incrível como nunca se viu por aqui”. Essa troca de saberes é o que garante que a produção amazônica ocupe seu espaço de direito no panorama nacional.

Amanhã, a programação muda de casa e segue para a sede da Fundação Cultural do Pará, onde o esperado Beco dos Artistas abrirá suas portas, prometendo ser o coração pulsante deste intercâmbio.

Gostou dessa cobertura? Fique ligado no HQPOP para acompanhar os bastidores do Beco dos Artistas nos próximos dias!


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Editor
Emerson Coe é editor do portal HQPOP, especializado em quadrinhos, cultura pop e entretenimento.

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